Fusão bilateral de incisivos decíduos inferiores
DOI:
https://doi.org/10.46875/jmd.v15i3.1431Palavras-chave:
Incisivo, Dente decíduo, Diagnóstico diferencialResumo
Os “dentes duplos” constituem uma das anomalias mais frequentes na prática odontológica, sendo a fusão definida como a união de dois germes dentários durante o desenvolvimento, resultando em um único dente com coroa aumentada. Essa condição ocorre em ambas as dentições, com maior prevalência na dentição decídua, acometendo principalmente incisivos laterais e caninos mandibulares, geralmente de forma unilateral; os casos bilaterais são raros. Além do impacto estético, a fusão dentária pode ocasionar alterações no espaço interarcadas, predisposição à cárie e comprometimento periodontal. Sua etiologia permanece incerta, sendo associada a fatores como infecções virais na gestação, uso de medicamentos, hipervitaminose A e hereditariedade. Este relato de caso descreve um paciente masculino de cinco anos diagnosticado com fusão dentária bilateral dos dentes decíduos 71-72 e 81-82, identificada por exame clínico e radiográfico. Diante do padrão de erupção alterado observado, optou-se pela exodontia como conduta terapêutica. O caso reforça a importância do diagnóstico diferencial entre fusão e geminação e da individualização do plano de tratamento, especialmente na Odontopediatria, visando prevenir complicações futuras e assegurar um manejo clínico adequado.
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